quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Plebiscito Popular pelo Limite da propriedade da terra



Acontecerá, do dia 01 a 07 de setembro, o Plebiscito Popular pelo limite da propriedade da terra, organizado pelo Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA), com o objetivo de consultar a população brasileira sobre o tema. 

Também vem sendo realizado um abaixo-assinado, no intuito de reunir o maior número de assinaturas para levar ao Congresso, para que seja aberta a discussão sobre o limite da terra. http://www.limitedaterra.org.br/arquivos/Abaixo%20assinado.pdf

Maiores informações:
(43) 9992 2324 Carlos
(43) 9992 7495 Renato
(43) 3374  1388 Tânia
pastorais.sociais@bol.com.br
http://www.limitedaterra.org.br








Mobilizações Brasil afora... abaixo CIAP


MANIFESTO

 Pelo Direito de Organização dos Trabalhadores! Em Defesa da Participação Popular! Pela Readmissão do Coordenador da Unidade de Saúde da Família de Curicica.

            Nas últimas duas décadas assistimos um processo de desresponsabilização do Estado em relação aos setores sociais, tais como, saúde, educação, cultura, entre outros. A partir de uma propaganda enganosa de o que é público e estatal é ruim, lento e não funciona, os governos neoliberais avançaram nas “parcerias público-privadas”.
            Seguindo essa orientação, foi aprovada no município do Rio de Janeiro a lei n°. 5.096/2009, que entrega (a principio) a gestão da Estratégia de Saúde da Família, conhecida como “PSF” para as Organizações Sociais (OS). As OS são entidades privadas, que se dizem sem fins lucrativos, e administram o serviço público a partir de valores, tais como, competitividade, metas de produtividade e agilidade na gestão. Vale ressaltar que as OS foram rejeitadas na 10º Conferência Municipal de Saúde, em 2009, onde trabalhadores e usuários da saúde compreenderam que era um mecanismo de privatização da saúde pública.
            Dentre as OS aprovadas para o Rio de Janeiro, está o Centro Integrado de Apoio Profissional (CIAP).  Essa OS tem freqüentado os noticiários policiais devido à prisão de 11 integrantes de sua diretoria a partir da denúncia de desvio de R$ 300 milhões do dinheiro público, fruto dos nossos impostos. Apesar do discurso da gestão, no cotidiano dos serviços de saúde, com as OS, há falta de recursos básicos para atender a população, profissionais que trabalham todo um mês e não recebem salários, assim como, perseguição e demissão de trabalhadores que ousam questionar os mandos e desmandos dessas organizações, como no caso do coordenador da unidade de saúde da família de Curicica.
            Está claro que chegamos ao limite. Estamos entre a submissão com a entrega de nosso direito aos empresários da saúde ou uma luta unificada de trabalhadores e usuários pela saúde verdadeiramente pública, 100% estatal sob o controle dos trabalhadores e de qualidade para todos.
  • Todos pelo Direito de Organização dos Trabalhadores
  • Em Defesa da Participação Popular
  • Pela Readmissão do Coordenador da Unidade de Saúde da Família de Curicica

Assinam esse manifesto:

COMISSÃO DE SAÚDE DO TRABALHADOR DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE-RJ
CSP-CONLUTAS- CENTRAL SINDICAL E POPULAR – CONLUTAS - SETORIAL SAÚDE
CTB-CENTRAL DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL
FAM-RIO - FEDERAÇÃO MUNICIPAL DAS ASSOCIAÇÕES DE MORADORES DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO
FÓRUM DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO
FÓRUM NACIONAL DE RESIDENTES – COLETIVO RIO
NÚCLEO CEBES - RIO DE JANEIRO
PELA SAÚDE-PROJETO DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE-UERJ
REPRESENTAÇÃO-CONSELHO DISTRITAL 3.3
REPRESENTAÇÃO-CONSELHO DISTRITAL 4
SINDSPREV-REGIONAL JACAREPAGUÁ

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Varal do SUS – O SUS que temos e o SUS que queremos...




No último dia 24, no calçadão de Londrina (PR), se deu um ato denominado Varal do SUS – O SUS que temos e o SUS que queremos - que mobilizou trabalhadores da saúde, estudantes e usuários do SUS, objetivando explicitar as problemáticas atuais do sistema de saúde, valorizar os avanços e conquistas e lutar pela garantia da saúde pública, gratuita e de qualidade, como direito de todo cidadão.  
O Varal do SUS foi uma construção coletiva de atores envolvidos com a defesa da saúde. Durante o mês de julho, foram realizadas oficinas em unidades de saúde de Londrina e Cambé, para que tanto trabalhadores quanto usuários pudessem expressar seu olhar sobre o SUS. E a partir de desenhos, imagens, frases, sonhos, indignações, encantos, de todos aqueles que vivenciam, lutam e constróem o SUS, o varal foi de delineando, tomando forma, ganhando vida. Porque a idéia do varal não era apenas expor, apresentar, mas ser uma forma de diálogo, de luta, de movimento... e já na rua, em meio ao calçadão de Londrina, o varal foi sendo erguido, foi adquirindo novas cores, daqueles que passavam e também deixavam sua marca, sua mensagem. Um varal-vivo, porque SUS é vida.






E vieram idosos, crianças, jovens, homens e mulheres que querem se fazer ouvir. E vieram outros tantos companheiros de luta... o pessoal do Centro de Direitos Humanos de Londrina (CDH), residentes do Fórum Nacional de Residentes em Saúde (Coletivo Londrina, Coletivo Rio), pessoal da AMACOL, que coloriu a manhã com o xadrez...

... construções...

... os passos todos...

... o varal...





... as crianças, as cores...


... as marcas...
... os olhares...






... fora CIAP... e todas as Os, OSCIPS...
                                          
                                           ... o futuro...
                                        
                                          ... muitas mãos, muitas cabeças, sonhos, lutas...




... companheiros de luta...


... e a construção continua...


* Agradecimentos a todos que, de alguma forma contribuíram... e em especial à professora Maria Valéria, da UFAL (AL), do Fórum em Defesa do SUS e contra a Privatização, que tanto nos instigou e cujas idéias e lutas vêm ecoando pelos lados de cá...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Reunião do Fórum Popular de Saúde de Londrina e Região- 03/07!

Olá companheiros! Conforme deliberado na última reunião, fica agendado nosso próximo encontro no dia 03/07 as 9h no mesmo local:



Avenida Paraná 102- segundo andar- sede do sindicato dos correios, ao lado do foto estudante



Sugestão de pauta: - Encaminhamentos dos contatos;

- Realização da leitura da carta ao MP pedindo esclarecimentos sobre TAC;

- Informes sobre o piso salarial dos ACS;

- Encaminhamentos do evento "Varal do Sus".



Nos encontramos lá!!!

Criação do Fórum Popular foi tema de sessão da câmara de vereadores

A criação do Fórum foi abordada durante sessão da câmara pelo vereador Eloir Valença que solicitou ao Secretário de Saúde de Londrina para fornecer esclarecimentos quanto à corrupção do CIAP e a permanência do vínculo com a prefeitura. Estes esclarecimentos foram fornecidos após realização de carta do Fórum cobrando providências da promotoria de saúde quanto ao CIAP. Na época o secretário mostrou-se bastante desinformado sobre a real situação da saúde de Londrina e não sabia bem ao certo como se dava a fiscalização dos serviços prestados pela Oscip pela prefeitura.    

Carta de abertura do Fórum Popular em Defesa da Saúde Pública de Londrina e Região

Pessoal, depois da palestra da Profa. Dra. Maria Valéria de Alagoas, fizemos a leitura da carta- compromisso do Fórum Popular em Defesa da Saúde Pública de Londrina e Região, segue abaixo:

DIAGNÓSTICO SITUACIONAL DA SAÚDE PÚBLICA EM LONDRINA E REGIÃO

O autoritarismo e a exclusão social são traços presentes no Estado brasileiro. A sociedade, embora, tenha conquistado avanços importantes no plano dos direitos civis, políticos e sociais, não logrou romper, até o momento, com esta marca.

No caso específico da política de saúde, convém destacar que a luta da sociedade brasileira por melhores condições de vida, coincide com a própria história da saúde no Brasil. O movimento da Reforma Sanitária, iniciado na década de 70, é um marco histórico dessa luta.

Em toda a história de luta na área da saúde obteve-se avanços importantes. Conquistou-se um dos melhores sistemas de saúde do ponto de vista da legislação, com isto instituiu-se a universalização do atendimento e, garantiu-se a participação da comunidade na definição e controle das políticas de saúde no texto constitucional. Eliminou-se a figura do indigente que se constituía no reconhecimento oficial do “não cidadão”, aquele que por não possuir” carteirinha do INPS” não tinha direito a assistência. Como conseqüência, da conquista do direito de participação surgem as Conferências e os Conselhos , hoje em praticamente todos os municípios brasileiros.

A proposta da gestão participativa, não se constitui em invenção ou descoberta da Reforma Sanitária, é uma importante herança dos Movimentos dos trabalhadores em todo o mundo. Diferentes experiências históricas, em vários países, com trajetórias de lutas específicas, orientaram-se para a construção de espaços de participação para maioria da população que, tradicionalmente era colocada à margem dos processos de decisão e dos instrumentos de controle do Estado. Essa é a história dos Conselhos de Fábrica na Itália, da Comuna de Paris, dos Sovietes russos, dos Conselhos operários na Alemanha e na Espanha, da co-gestão na Iugoslávia, Polônia e Hungria.

No Brasil, estes surgem da necessidade de ampliação do controle democrático sobre o sistema de saúde. Aponta para uma nova relação ente Estado X Sociedade, numa realidade, na qual o poder público se mostra incapaz de responder às necessidades da população.

O redirecionamento das Políticas Públicas em nosso País passa necessariamente pela inclusão de todos, não apenas no direito aos serviços, mas acima de tudo, no processo de tomada de decisões. A consolidação das práticas de participação e controle é que garantirão a afirmação de prioridades que alterem de forma substantiva a qualidade e a extensão das políticas sociais compreendidas como DIREITO de todos os cidadãos. O caminho percorrido pelo SUS já apresenta, apesar de seus grandes problemas, práticas importantes, como a Estratégia Saúde da Família – ESF, e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde – PACs, que poderiam alcançar índices epidemiológicos fundamentais.

Apesar dessas conquistas, persiste no Brasil um modelo de assistência médicocentrico, hospitalocêntrico, com preocupação secundária nas ações de caráter preventivo; tendo como conseqüência um sistema sucateado, superlotação nos hospitais e filas intermináveis. No Paraná o quadro não é diferente, os governos vêm destinando ínfimos percentuais, que de longe não se aproximam da determinação Constitucional, além de maquiarem os percentuais destinados por lei. As conseqüências todos conhecem: surgimento de doenças emergentes e reemergentes, como a tuberculose e a hanseníase, entre outras.

Em Londrina, apesar de uma luta intensa por parte das comunidades usuárias do SUS, o quadro é de Caos: Hospitais terciários que fecham as portas para o SUS , quando atendem pacientes do SUS,faltam leitos, especialmente, de UTI e pacientes são atendidos em poltronas, nos corredores, por falta de enfermaria, Pronto Atendimento Municipal - PAM e Pronto Atendimento Infantil – PAI com superlotação e fila de espera para atendimento de 10 horas. Unidades Básicas de Saúde com enorme carência de profissionais médicos para atender a demanda espontânea assistencial, daí a peregrinação dos pacientes dos bairros para o PAM/PAI. Um setor secundário que não atende a demanda de especialidades, com filas de espera para consulta em torno de um ano e cirurgias eletivas com filas para mais de dois anos. Em Londrina a imprensa tem noticiado uma crise na saúde quase diariamente.

A crise é conseqüência de uma nítida falta de gerenciamento e de organização; mas por trás desta crise que culmina com filas enormes de espera na PAM, também prevalece o pensamento político ideológico e a visão do administrador da saúde, que não está preocupado com a defesa do SUS, com o aperfeiçoamento do sistema, com o atendimento humanizado e a resolutividade do sistema em si; se não vejamos: Para cumprir o prometido e garantir pelo menos mais um mês de pagamento aos médicos plantonistas, a Prefeitura admitiu ontem cortar gastos dentro da própria Secretaria de Saúde. (jornal de londrina, 01/04/2010).

O secretário municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian, confirmou que haverá cortes. “Vai ter que cortar. Só não cortaríamos se houvesse dinheiro sobrando. Será necessário cortar verba “de algum lugar”. “É isso que os técnicos vão decidir”. Ainda não temos uma definição interna. Entretanto, mais de uma fonte ouvida pelo JL, todas sem querer se identificar, confirmaram que já houve discussão de onde seriam os cortes. Uma delas afirmou que, em uma reunião, cogitou-se a hipótese de retirar dinheiro de programas municipais como Saúde da Família, Internação Domiciliar, Policlínica e setor de Endemias... “ Médicos plantonistas à distância e a Prefeitura de Londrina chegaram a um acordo, na noite de quinta-feira (29), que descartou a possibilidade de paralisação dos atendimentos nos prontos-socorros “( JL 30/04/10). Segundo o secretário de Saúde, Edson de Souza, para atender ao pedido dos médicos, foi necessário o remanejamento de recursos na pasta. Ele explicou que, como a Prefeitura também presta serviços para o SUS (no Pronto Atendimento Municipal), parte do repasse para estes atendimentos será destinado aos hospitais...” Secretário culpa pacientes por superlotação do PAM e PAI “.(JL, 21/04/2010) O secretário municipal de Saúde, Edson de Souza, negou ontem que o problema de superlotação no Pronto Atendimento Municipal (PAM) e Pronto Atendimento Infantil (PAI) seja por causa da falta de médicos. Nos últimos dias, as duas unidades voltaram a sofrer com a grande demanda de pacientes e demora na espera por atendimento. De acordo com Souza, são os próprios pacientes que não estão respeitando o protocolo de atendimento.

O controle da gripe A (H1N1) e das endemias, especialmente o da Dengue, é realizado de maneira equivocada, a secretaria não tem a percepção, competência e nem capacidade de mobilização social, falta visão da necessidade do envolvimento social, a secretaria não consegue envolver as comunidades usuárias do SUS, para o engajamento com ações cidadãs no controle da epidemia, não busca respostas das comunidades, realiza um trabalho isolado e dissociado da sociedade, é como se a sociedade não tivesse nada a ver e nem importância neste controle epidemiológico. Outro equívoco da secretaria é deslocar agentes de endemias de determinadas regiões da cidade para outras regiões ou bairros, como se tem visto e a imprensa têm mostrado com muita freqüência. Evidentemente, que quando você desloca os agentes de endemias de uma região para cobrir a outra, aquela fica desprovida e vulnerável a ser a próxima região a enfrentar aumento dos índices da epidemia. O resultado de um trabalho equivocado como este, para a cidade é visível: Duas mortes por dengue, várias internações e mais de 600 casos da doença confirmada, com 4.000 mil suspeitas da doença, sabemos que de acordo com o Ministério da Saúde para cada caso confirmado podemos multiplicar por 9 ou 10 novos casos, desta forma Londrina tem mais de 6 mil casos de dengue.

Lamentavelmente, a gestão administrativa da saúde é falha, as soluções apresentadas pelos governantes e burocratas, que via de regra são insensíveis, não têm compromisso com a maioria da população, são soluções de caráter paliativo e muitas vezes os pacientes não podem esperar e pagam com a própria morte.

A melhoria na área da saúde só será efetiva com a participação dos cidadãos, garantindo uma discussão qualificada, onde se tenha acesso às informações, e uma intervenção crítica dos usuários do sistema. A cidade é pioneira na organização das conferências de saúde como espaço de participação e de decisões. Precisamos radicalizar a democracia, para que conselhos, conferencias e a sociedade como um todo possam assegurar a implementação das tomadas de decisões, e, consequentemente, garantir o efetivo controle social nas ações e serviços de saúde.

Sabemos que o problema de saúde pública no Brasil só será resolvido, mediante soluções para o saneamento básico, habitação meio ambiente, alimentação, emprego, educação, reforma agrária e distribuição da riqueza e renda. Por outro lado precisamos garantir gestão competente, democrática, transparente, comprometida com o controle social.

Uma sociedade mais justa, fraterna, socialista e humanitária não é um lugar ou condição pronta e acabada, é e será sempre um processo. Uma construção laboriosa que só pode realizar-se de forma democrática e participativa. É, neste sentido que estamos propondo a formação do FORUM POPULAR EM DEFESA DA SAÚDE PÚBLICA DE LONDRINA E REGIÃO. Que se constituirá em espaço privilegiado dessa construção democrática e participativa, ampliando a quantidade de sujeitos envolvidos e a qualidade das intervenções, construindo e entendendo que uma outra história é possível , uma história que combate e fará frente ao discurso e a prática daqueles interessados apenas a auferir lucros com a exploração da doença, ou aqueles de gestão marcada pela inércia e incompetência.