terça-feira, 12 de abril de 2011

No Dia Mundial da Saúde entidades de Londrina compuseram o Ato Unitário da Frente Nacional contra a privatização na saúde!

No dia 07 de abril, quinta feira, o Fórum Popular em Defesa da Saúde Pública de Londrina e Região assim como os demais fóruns populares de saúde espalhados por todo o Brasil (Alagoas, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e outros) compuseram o Ato Unitário da Frente Nacional contra a Privatização na Saúde. 

Muito mais do que uma data comemorativa, o dia mundial de saúde nos faz repensar a incompatibilidade da saúde 
pública com a defesa da vida dos ideais mercantis ou do mercado. A onda neoliberal na saúde em todo o país tem reflexos diretos na qualidade dos serviços prestados, prejudicando trabalhadores e usuários. "Saúde não é mercadoria" foi o tema central do ato, que tratou de fazer o combate à privatização no SUS (OSCIPs, Organizações Sociais e Fundações), estas últimas escondidas pelo termo "publicização" que nada mais é do que dar um "ar" público ao privado, e um "ar" de privado ao público, termo já contestado por vários juristas que defendem a saúde pública.

Em Londrina, o ato e panfletagem foi realizado no Restaurante Universitário/UEL, Hospital de Clínicas e Hospital Universitário, com o intuito de trazer o debate para a comunidade universitária (trabalhadores da saúde, técnicos, docentes e discentes). Mais à tarde o Ato se estendeu ao PAM/PAI para os usuários que lá aguardavam.

O Ato aglutinou, além do Fórum, entidades como o Núcleo Londrinense de Redução de Danos,  CDH (Comissão de Direitos Humanos),
trabalhadores da saúde, comunidade organizada do Jardim Leonor, discentes de serviço social e biologia.

A repercussão do Ato foi positiva e membros do Fórum e do CDH cederam entrevista à Rádio UEL. Contextualizando, a privatização caminha a passos largos no município, o caos vivenciado pela saúde pública se acirra com a falta de compromisso da terceirização e se legitima com a proposta de Organizações Sociais e Fundações de Direito Privado.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Dia de lutas contra a privatização da saúde!

08/04/2011

Dia de lutas contra a privatização da saúde

Raquel Júnia - Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio

Protestos em várias cidades lembram que o direito à saúde é universal e que o SUS tem que ser público 


No Dia Mundial da Saúde, em várias partes do Brasil, milhares de pessoas protestaram pelo direito à saúde.  De acordo com os manifestantes, este direito está em risco com o avanço de propostas que privatizam a saúde pública, como a entrega da gestão dos hospitais e postos de saúde às Organizações sociais na saúde (OSs), Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips), Fundações Estatais de Direito Privado e outras formas de privatização, que resultam em perda de direitos dos trabalhadores e não melhoram o atendimento à população.  Enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) elegeu um tema bem específico para celebrar a data - a resistência aos antimicrobianos - os movimentos sociais entenderam que é preciso discutir a saúde como um direito, antes que se discuta a prevenção a qualquer doença.


No Rio de Janeiro, participaram do protesto cerca de 500 pessoas. Os manifestantes entregaram ao presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) um manifesto pedindo a instalação de uma CPI da Saúde no estado, diante de várias denúncias da precariedade do atendimento à população em unidades gerenciadas por Organizações Sociais e o fechamento de pelo menos três hospitais.  Mais de 70 organizações assinaram o pedido de CPI. Em São Paulo, a manifestação também foi contra a privatização e mais especificamente a venda dos leitos hospitalares aprovada pela assembléia legislativa do estado no final de 2010. De acordo com a lei aprovada, 25% dos leitos em hospitais públicos geridos por OSs podem ser vendidos a planos de saúde ou particulares, permitindo, dessa forma, que haja comercialização de serviços dentro do SUS - o que, segundo, o Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo, é inconstitucional. Participaram da manifestação mais de mil pessoas, que entregaram ao Ministério Público do Estado de São Paulo uma carta contra a privatização.

Em Londrina, Salvador e Maceió também houve protestos. Segundo o Fórum em defesa do SUS e contra a privatização da saúde em Alagoas, que organizou a manifestação em Maceió, dezenas de pessoas acompanharam a atividade e exigiram a retirada na Assembléia Legislativa do projeto de lei que cria as OSs no estado. Os manifestantes entregaram uma carta ao coordenador da comissão de saúde da casa legislativa pedindo aos parlamentares que se posicionem contrários à proposta. Os protestos em Maceió e no Rio de Janeiro também questionaram a Medida Provisória 520, editada pelo governo federal no final do ano passado, que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. Segundo os manifestantes, a medida aprofunda a precariedade do atendimento nos hospitais universitários e a lógica privada na saúde pública.

Propaganda enganosa

Para o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Jorge Darze, é preciso se contrapor à propaganda que diz que privatizar é a melhor solução para os problemas do SUS. Ele observa que, desde que o SUS foi criado, a população vive uma experiência de crise, já que nunca houve uma situação satisfatória na saúde pública, apesar de já ter havido momentos melhores, o que contribui para a idéia de que o privado é melhor do que o público. "As propagandas que os planos de saúde fazem são de um sistema eficiente, então é essa a idéia que prevalece na opinião pública, de que o privado é melhor do que o público. Então, se o privado é melhor, a solução seria privatizar. Mas o que a população precisa saber é que a privatização está longe de resolver a crise. A privatização e os empresários, teêm uma lógica, que é a do lucro, e a administração pública tem outra lógica, que é o interesse público. Por princípio e como regra constitucional, não é possível se admitir a idéia de que o setor público de saúde possa ser gerido pelo setor privado. Como a constituição estabelece, o privado entra como complemento dessa assistência, mas nunca como a ação principal", explica.

O pesquisador da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) Geandro Pinheiro lembra que os resultados da privatização são muito ruins. "Há mais infecção hospitalar nos hospitais privados do que nos públicos, o pré-natal público tem cuidado de médico, enfermeiro, nutricionista, de forma muito profissional, com um atendimento que aborda a mãe e a criança de forma plena. Na área privada, estipulam, por exemplo, 15 consultas, mas totalmente focadas no atendimento do médico, exclusivamente. Ou seja, o modelo que se quer para o Sistema de Saúde é um modelo que aponte para o cuidado do ser humano e não apenas para o aspecto biológico e hierarquizado dos cidadãos", completa.

Para a professora Maria Inês Bravo, do Fórum de Saúde do Rio de Janeiro, em 2011 as manifestações em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) ganharam força com a criação do Frente Nacional contra a Privatização da Saúde.  "Hoje temos a frente nacional e atos nacionais articulados. Todos eles com a mesma palavra de ordem: saúde não é mercadoria! Em defesa da saúde pública, estatal", afirma.

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terça-feira, 5 de abril de 2011

Ato Unitário da Frente Nacional contra a Privatização na Saúde

Fórum Popular em Defesa da Saúde Pública de Londrina e Região convida:


               Ato Unitário da Frente Nacional contra a Privatização na Saúde




Dia Mundial da Saúde também é dia de luta CONTRA as privatizações:

Londrina não precisa de Organizações Sociais (OSs) nem de Fundações Estatais de Direito Privado!


Data: 07 de Abril

Horário: a partir das 11 horas em frente ao Restaurante Universitário e Hospital Universitário de Londrina

sábado, 2 de abril de 2011

Carta aberta contra Os's e Fundações Estatais em Londrina - PR


O vereador Márcio Almeida do PSDB, que assumiu uma cadeira na câmara municipal de Londrina recentemente, junto aos vereadores Sandra Graça (PP), Roberto Kanashiro (PSDB) e Joel Garcia (PMN) apresentaram a proposta de Lei Orgânica Municipal para a Saúde com teor privatizante e sem debate aprofundado com a comunidade. O primeiro parecer foi favorável a este projeto de Lei, inclusive aprovado por unanimidade em primeira discussão no dia 29 de março de 2011.
As propostas são:
1. Projeto de lei que dispõe sobre a organização e funcionamento dos serviços de saúde de Londrina e dá outras providências.
2. Projeto de lei que dispõe sobre a qualificação de entidades sem fins lucrativos como Organizações Sociais no âmbito municipal e dá outras providências;
3. Projeto de lei que autoriza o Poder Executivo a instituir a Fundação Estatal Saúde da Família de Londrina e Região e dá outras providências;
4. Projeto de lei que autoriza o Poder Executivo a instituir a Fundação Estatal Maternidade Municipal e dá outras providências;
5. Anteprojeto de lei que institui o Programa de Incentivo ao Desenvolvimento da Qualidade dos Serviços de Saúde de Londrina.
Acreditamos que se trata de um grande retrocesso às conquistas constitucionais aprovar essa proposta. Trata-se de privatização, além disso, contraria a legislação, prejudica trabalhadores, usuários, limita o controle social e a participação popular. O retrocesso que principalmente as Fundações Estatais de Direito Privado e Organizações Sociais (OSs) representam não é mera retórica. O que é o Sistema Único de Saúde senão uma proposta também de enfrentar a fragmentação causada pelas antigas fundações vinculadas ao Ministério da Saúde na década de 70 e 80? A unicidade do Sistema Nacional de Saúde e gestão única em cada esfera de governo foram princípios tão importantes para o SUS que o acordo foi de que, em todas as esferas de governo, fossem extintos todos os órgãos da administração indireta vinculados ao Ministério da Saúde como, por exemplo, o INAMPS, LBA, FUNASA, etc. Tanto as Fundações Estatais de Direito Privado quanto às de direito público não são novidade, são instituições do período anterior à constituição, sendo contrárias aos princípios da Reforma Sanitária e do SUS.
Abaixo apontamos alguns dos argumentos que justificam nosso posicionamento contrário à criação de Fundações Estatais de Direito Privado e OSs para a saúde de Londrina:
1 - As instâncias deliberativas de controle social do SUS são contrárias as OS e as
Fundações:
· O Conselho Nacional de Saúde, através da Deliberação nº 001 de 10 de março de 2005, posicionou-se “contrário à terceirização da gerência e da gestão de serviços e de pessoal do setor saúde, assim
como, da administração gerenciada de ações e serviços, a exemplo das Organizações Sociais (OS) [...]”;
· Este Conselho também recusou a proposta de Fundação Estatal para o Sistema Único de Saúde, em sua 174ª Reunião, de 13 de junho de 2007;
2 - O “Parecer sobre a Terceirização e Parcerias na Saúde Pública”, do Sub procurador Geral da República, Dr. Wagner Gonçalves, expõe que a lei que cria as OSs, Lei nº 9.637/98, “colide frontalmente com a Lei nº 8080/90 e com a Lei nº 8.152, de 28 de dezembro de 1990. Desconhece, por completo, o Conselho Nacional e os Conselhos Estaduais, que têm força deliberativa”;
3 – Cada OS e Fundação define seu plano de cargos, salários e benefícios, desconsiderando a luta pela criação de uma carreira única para o profissional de saúde do SUS, prejudicando os trabalhadores e sua organização;
4 - A instabilidade e flexibilização dos direitos trabalhistas é presente nas OSs e nas Fundações, o regime de trabalho é CLT, a demissão poderá ser motivada por questões econômicas e desconsidera-se a possibilidade de demissão por perseguição política;
5 – Os conselhos das entidades não são paritários, as instâncias que prevêem a participação popular são subordinadas àquelas que incluem os cargos políticos nomeados, assim a participação popular e o controle social conquistados a duros embates serão enfraquecidos;
6 – Para que exista um plano de cargos, carreiras e salários não é necessária a criação de Fundação, a própria administração direta pode instituí-la, bastando para isso vontade política e diálogo com as entidades representativas dos trabalhadores;
7 – Desconsidera a luta por financiamento da saúde e trata o problema apenas como gestão, onde os trabalhadores são os mais culpabilizados;
8 – As OSs acabam com o concurso público, perpetuando a prática do patrimonialismo abrindo precedentes para o clientelismo, suprimindo o caráter democrático do concurso público e a meritocracia;
9 – Incontáveis problemas envolvendo OSs foram constatados em todo o Brasil, são desvios de recursos públicos, atendimento precário à população, instabilidade dos trabalhadores, assédio moral, pressão por produção (não garante a qualidade), dentre outros;
10 – A dispensa de licitação garantida às OSs para compra de material e cessão de prédios, concurso público para contratação de pessoal e outros controles próprios do regular funcionamento da coisa pública. E pela ausência de garantias na realização dos contratos ou convênios, antevêem-se inevitáveis prejuízos ao Erário Público. O MP nos Estados investiga diversos casos de desvios de verbas públicas nessas entidades;
11- O Sistema Municipal Saúde - Escola ainda é vago na sua constituição, consideramos importante a participação da universidade na comunidade, mas nossa preocupação é que a prática dos discentes seja qualificada e não tratada como sobrecarga de trabalho. Este debate precisa ser ampliado para a comunidade universitária, estudantes, docentes, técnicos e profissionais de saúde de forma geral. O aumento de carga horária e gratificação não garantem a melhoria da saúde no município, e isenta a participação do Estado na gestão da saúde;
12- A proposta de fundação para a Maternidade Municipal de Londrina não foi debatida entre os profissionais que lá trabalham e o projeto de lei não especifica como ficará o vínculo destes trabalhadores. Avaliamos que é uma proposta equivocada, já que este serviço de saúde é referência na humanização, inclusive foi por vários anos seguidos reconhecido como “Hospital Amigo da Criança” com práticas de incentivo à amamentação materna exclusiva e parto normal;
13- Os projetos de lei não demonstram em momento algum se ocorrerá um incremento na contratação de profissionais de saúde, demandas sentidas por estes trabalhadores e pela população.
“[...] Não é admissível que sob a batuta ideologizante da eficiência sejam
atropeladas garantias constitucionais que pretendem assegurar atribuições
igualitárias, sob pena de solapar o respeito que os cidadãos devem nutrir
pelo Estado, o qual somente prospera enquanto é mantida acesa a chama do
espírito público. As "cidades" não poderão subsistir se respeito e justiça forem
privilégios de poucos”. – Trecho do discurso do Jurista Ari Marcelo Sólon em
sustentação oral no STF pela procedência da Ação Direta de Inconstitucionalidade
1923/98, contra as Organizações Sociais, em 31-03-2011.
Fórum Popular em Defesa da Saúde Pública de Londrina e Região
Fones:
(43)9938-4028 - Líria
(43)8822-4731 – Fabrício
(43)9973-6777 - Jackeline
(43)9924-3951 – Alisson
(44) 9914 912 - Danieli

Pedimos à todos (pessoas e entidades) que apoiam a carta que nos en`viem e-mail contendo o nome e a entidade à qual está vinculado, para que possamos anexá-los junto à mesma.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Votação da ADI 1923/98 contra as OSs, no STF, em 31/03/2011

A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 1.923/98, contra a Lei 9.637/98 que cria as Organizações Sociais (OSs), será votada no Supremo Tribunal Federal (STF) dia 31 de março (5ª feira). Caso esta Lei seja considerada inconstitucional pelo STF, põem-se fim às Organizações Sociais nos Estados e Municípios em que elas já são desenvolvidas, como São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Belém, Pernambuco, entre outros.
Lei 9.637/98 legaliza a terceirização da gestão de serviços e bens coletivos para entidades privadas, mediante o repasse de patrimônio, bens, serviços, servidores e recursos públicos. Consubstancia-se a entrega do que é público na área do ensino, pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, meio ambiente, cultura e saúde, para o setor privado, subsidiando-o com recursos públicos. As instituições públicas do Estado são extintas mediante a absorção de suas atividades por OSs. Isto significa uma forte ameaça aos direitos sociais historicamente conquistados.
As Organizações Sociais contratam funcionários sem concurso público, adquirirem bens e insumos sem processo licitatório, prejudicamo atendimento aos usuários e na prática não tem funcionado nos Estados em que foram implantadas, ao contrário têm resultado em interrupção de tratamentos, adiamento de cirurgias e consultas já agendadas nas Unidades de Atendimento. Além disso, desconsideram o Controle Social, não garantindo a participação social na fiscalização dos recursos. Nos estados que já implantaram as OSs, essas vêm sendo investigadas pelo Ministério Público por denúncias de irregularidades e/ou desvios de recursos públicos, a exemplo da Bahia, São Paulo e Pernambuco.
As mobilizações em torno da procedência da ADI 1923 deram origem à Frente Nacional contra a Privatização da Saúde, a partir do abaixo-assinado on-line, atualmente com cerca de 5.500 signatários, e da Carta aos Ministros do STF com 317 assinaturas de entidades, além da elaboração de um documento intitulado “Contra Fatos não há Argumentos que sustentem as Organizações Sociais no Brasil” com denúncias das OS em diversos estados (em anexo).
Esta Frente realizou audiências com 05 dos 11 Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A primeira foi com o Ministro relator da ADIN 1923, Ayres Britto, em 22/10/2010. Neste dia, foram visitados os gabinetes de todos os ministros e entregue a seguinte documentação: abaixo assinado, carta aos Ministros do STF com assinatura das entidades e o referido documento. Posteriormente, foram realizadas audiências com o Ministro Ricardo Lewandowski (em 16/11/2010)com o chefe do gabinete do Ministro Marco Aurélio (em 16/11/2010), com o magistrado instrutor do gabinete do Ministro Gilmar Mendes (em 26/11/2010) e com o Ministro presidente do STF, Cezar Peluso (em 01/12/2010).
Agora estamos nos mobilizando para ir a Brasília na quinta-feira (31/03) acompanhar de perto a votação da referida ADI. Teremos direito a uma Sustentação Oral em defesa da ADI 1923/98, no plenário do STF. A sustentação oral da amicus curiae do SindSaúde/Pr será dividida em dois tempos iguais (de 15min cada) entre Dr. Ludimar, advogado do sindicato, e Prof. Ari Solon (USP).
Este é um momento importante na luta em defesa do SUS e contra a forma privatizante e nefasta que se constituem as OSs no país. São inúmeras as denúncias de irregularidades e desvio de recursos públicos proporcionadas pelas OSs. A participação de todos os movimentos sociais e entidades é fundamental!
Temos consciência que lotar o plenário do STF não influenciará a opinião de cada ministro do STF, mas consideramos muito importante a presença de representantes das organizações, instituições, entidades e movimentos populares no momento, para dar a maior visibilidade possível a esse momento histórico!
Caso a sua entidade se interesse em participar enviando representante(s), segue as informações necessárias: Votação será a partir das 14h, no STF dia 31/03, mas se um ou mais ministros pedir vistas, a pauta é interrompida e se define uma data para retomada. A entrada é livre, e o ideal é ser pontual. Para entrar os homens tem de estar obrigatoriamente de terno e gravata, e as mulheres de terninho tipo executivo ou vestido com mangas.
Fiéis às lutas e aos princípios da Reforma Sanitária brasileira, nos posicionamos contra a privatização da saúde e em defesa da saúde pública estatal e universal.
Consideramos a luta contra as OSs estratégica na defesa dos serviços públicos e dos direitos sociais e contra a precarização do trabalho e desses serviços.
Pela Inconstitucionalidade da Lei que cria as Organizações Sociais Já!
Defendemos gestão e serviços públicos de qualidade
Defendemos o investimento de recursos públicos no setor público
Defendemos a efetivação do Controle Social
Defendemos concursos públicos e a carreira pública no Serviço Público
Somos contrários à precarização do trabalho
Abaixo qualquer forma de privatização da rede pública de serviços
Por uma sociedade justa, plena de vida, sem discriminação de gênero, etnia, raça, orientação sexual, sem divisão de classes sociais!
Frente Nacional contra a Privatização da Saúde
Vocês podem conferir pauta do STF clicando no link abaixo: http://www.stf.jus.br/portal/pauta/verTema.asp?id=42743#
PROCESSO
ORIGEM:   DF
RELATOR:   MIN. AYRES BRITTO
REDATOR PARA ACORDAO:  

REQTE.:   PARTIDO DOS TRABALHADORES - PT
ADVDOS.:   ALBERTO MOREIRA RODRIGUES
REQTE.:   PARTIDO DEMOCRÁTICO TRABALHISTA - PDT
ADVDOS.:   CARLOS ROBERTO DE SIQUEIRA CASTRO
REQDO.:   PRESIDENTE DA REPÚBLICA
REQDO.:   CONGRESSO NACIONAL
INTDO.(A/S):   SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA
INTDO.(A/S):   ACADEMIA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS
ADV.(A/S):   BELISÁRIO DOS SANTOS JR.
INTDO.(A/S):   SINDICATO DOS TRABALHADORES E SERVIDORES EM SERVIÇOS DE SAÚDE PÚBLICOS, CONVENIADOS, CONTRATADOS E/OU CONSORCIADOS AO SUS E PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO PARANÁ - SINDSAÚDE/PR
ADV.(A/S):   LUDIMAR RAFANHIM

PAUTA TEMÁTICA
PAUTA:   P.19   "DIREITO ADMINISTRATIVO
TEMA:   "TERCEIRO SETOR
SUB-TEMA:   "ORGANIZAÇÃO SOCIAIS
OUTRAS INFORMACOES:   - Data agendada:  31/03/2011  


TEMA DO PROCESSO
   1. TEMA
   1. Ação Direta de Inconstitucionalidade, com pedido de medida liminar, em face da Lei nº 9.637/98 – que rege a instituição, o controle e a extinção das organizações sociais, assim como o processo pelo qual absorvem atividades executadas por entidades público-estatais, que então se dissolvem, tudo sob a inspiração do Programa Nacional de Publicização - e do inciso XXIV do art. 24 da Lei nº 8.666/93, com a redação dada pela Lei nº 9.648/98 – que, por sua vez, admite a celebração de contratos de prestação de serviços entre organizações sociais e o Poder Público, sem a exigência de licitação.
   2. Alegam os requerentes violação aos artigos 22, 23, 37, 40, 49, 70, 71, 74, §§ 1º e 2º, 129, 169, § 1º, 175, caput, 194, 196, 197, 199, § 1º, 205, 206, 208, §§ 1º e 2º, 209, 211, § 1º, 213, 215, caput, 216, 218, §§ 1º, 2º, 3º e 5º, e 225, § 1º, todos da Constituição Federal. Afirmam que os dispositivos impugnados visam transferir atividades desenvolvidas por autarquias e fundações públicas para entidades de direito privado, independente de processo licitatório. Sustentam, também, que a transferência de tais atividades para organizações sociais fere a constituição no que determina a fiscalização contábil, financeira, orçamentária pelo Congresso Nacional; a elaboração de orçamento; a observância de limite para despesas de pessoal; a realização de concurso público; e a aquisição de bens mediante processo licitatório.
   3. O STF indeferiu a medida cautelar.
Teses
   ORGANIZAÇÕES SOCIAIS. EXECUÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS. DISPENSA DE LICITAÇÃO. REPASSES DE RECURSOS PÚBLICOS A ENTIDADES PRIVADAS. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AOS ARTIGOS 22, 23, 37, 40, 49, 70, 71, 74, §§ 1º E 2º, 129, 169, § 1º, 175, CAPUT, 194, 196, 197, 199, § 1º, 205, 206, 208, §§ 1º E 2º, 209, 211, § 1º, 213, 215, CAPUT, 216, 218, §§ 1º, 2º, 3º E 5º, E 225, § 1º, CONSTITUIÇÃO FEDERAL. LEI Nº 9.637/98. LEI Nº 8.666/93, NA REDAÇÃO DA LEI Nº 9.648/98, ART. 1º.
   Saber se é constitucional o ato normativo impugnado que permite a entes privados denominados organizações sociais a prestação de serviços públicos de ensino, pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, proteção e preservação do meio ambiente, cultura e saúde.
   2. AGU.  
    Pela improcedência da ação.
   3. PGR.
   Pela declaração de inconstitucionalidade, sem redução de texto, de toda interpretação dos dispositivos impugnados que pretenda qualquer tipo de redução na atividade dos órgãos de controle típicos, designados à fiscalização do Poder Público, notadamente na ação do Ministério Público e do Tribunal de Contas.
   4. INFORMAÇÕES.
   Impedido o Min. DIAS TOFFOLI.
   Processo incluído na pauta publicada no DJE de 22/10/2010.

terça-feira, 29 de março de 2011

Não deu tempo, o projeto privatizante do Vereador Márcio Almeida do PSDB já está na câmara de vereadores!

 Fórum Popular em Defesa da Saúde Pública de Londrina e Região vem a público manifestar o profundo descontentamento em relação aos rumos que tem tomado a saúde em Londrina. O descontentamento advém da forma arbitrária tomada pelo vereador Márcio Almeida, vereador pelo PSDB de levar a proposta de criação da Os- Organizações Sociais e Fundações como solução para a crise da saúde no município hoje, vinte e nove de março de dois mil e onze, sem ao menos fazer o aprofundamento com o Fórum Popular em Defesa da Saúde Pública de Londrina e Região.O que inviabilizou a discussão prévia e aglutinação das pessoas para a sessão da câmara para o amplo debate.

Os projetos de Lei por ele propostos seriam debatidos em até 60 dias após a data do dia 17 de março de 2011, o que sinaliza que não houve o esgotamento do debate com a comunidade londrinense e movimentos sociais e tampouco com o Fórum que teria uma reunião com o mesmo no dia 06 de abril.

O Fórum Popular em Defesa da Saúde Pública manifesta-se contrário a qualquer postura antidemocráica, já que estava fazendo o estudo minucioso das leis propostas pelo vereador que podem trazendo consequências nefastas para a comunidade, trabalhadores de saúde, e por fim legitimar a privatização na cidade. O Conselho Nacional e vários Conselhos Estaduais de saúde já rechaçam o modelo de Os e Fundações para a saúde.

Desta forma, vimos ao público manifestar e pedir o apoio da população, comunidade universitária, conselho municipal de saúde, conselhos locais de saúde, trabalhadores da saúde, sindicatos, partidos políticos de esquerda para que esta pauta privatizante seja retirada de pauta imediatamente!

Por uma Saúde Pública de Qualidade, por um SUS 100% Público, longe de privatizações e terceirizações!

Fórum Popular em Defesa da Saúde Pública de Londrina e Região


Mesmo com a manobra da CUT, UFPR mantém a greve contra a MP 520!

Compas,

A assembleia da UFPR, com cerca de 300 pessoas e vários setores da universidade representados, decidiu manter a greve, com apenas 1 voto contrário e 9 abstenções.
O Sinditest/PR acabou por defender unido a manutenção da mobilização e da greve e contra a rasteira da Fasubra. O sindicato também fez a auto-crítica por não ter enviado delegado na ultima plenária. 

A assembleia contou com apoio da APUFPR-SSind, DCE/UFPR, SindPRevs, ASSIBGE, SindSaude/PR, CAP/UFPR e DANC/UFPR, que foram fundamentais. 

Saudações,

Bernardo Seixas Pilotto

Sociólogo e trabalhador do HC/UFPR
Diretor do Sinditest/PR

www.bernardopilotto.com.br
www.psolpr.org.br

"Saúde não se vende
Louco não se prende
Quem tá doente é o sistema social"